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Dr. Roque Marcos Savioli na imprensa

Católicos em Transe
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Católicos em Transe

Revista Veja - Edição 1541
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No palco improvisado no salão de festas, um jovem religioso esconjura o demônio, invoca os poderes do Espírito Santo e pede a Deus a "quebra de todo encantamento, amarração e maldição" que possa estar prejudicando a vida dos presentes. Parece um culto evangélico da Igreja Universal do Reino de Deus. E algumas coisas nesse ritual católico são de fato muito parecidas com uma reunião evangélica. Outras, no entanto, são bem diferentes. Os fiéis da Igreja Nossa Senhora do Brasil pouco têm em comum com a maior parte do público que lota os galpões da Universal na periferia das cidades, como é atestado pelo figurino predominante nessa cerimônia católica (tailleurs Escada e bolsas Gucci podem ser vistos a distância) e pelas esmeraldas expostas nos dedos erguidos em prece — reluzentes como o sobrenome de suas donas: Simonsen, Vidigal, Cabrera e Papa, entre outros. A conversão de ricos como Gisela e Roque SavioliA elite brasileira, autodeclarada apostólica e romana há cinco séculos, sucumbe aos encantos da Renovação Carismática, movimento que pretende "reenergizar" a fé católica por meio do exercício de dons carismáticos como da cura, do milagre e da profecia, e do culto ao Espírito Santo e à Virgem Maria. No Rio de Janeiro, o movimento ganhou a simpatia de socialites do quilate de Carmem Mayrink Veiga e Gisella Amaral. Em Belo Horizonte, Zilda Couto e Ângela Gutierrez, de famílias de empresários da construção, engordam o rebanho dos convertidos. Terço de pérola nas mãos, a nata do PIB brasileiro se rende à gritaria do discurso pentecostal da Renovação, que já pode ser ouvido até na capela do Palácio da Alvorada, residência do presidente Fernando Henrique Cardoso, onde funcionários carismáticos se reúnem todas as terças-feiras para rezar. Só Brasília tem hoje 10.000 fiéis, muitos da elite local. Áurea Caixeta de Oliveira, por exemplo, aderiu ao movimento há dois anos. Seu marido, Joaquim Constantino de Oliveira, é dono da maior frota de ônibus do mundo, com 13% dos 10.800 veículos que circulam em São Paulo. Áurea, de 63 anos, diz que encontrou no movimento forças para enfrentar a solidão que sentiu depois que seus sete filhos cresceram. "Busquei nos carismáticos uma forma de preencher o vazio da casa."Eis o mistério da fé. Essas fiéis que erguem os braços e imploram pela bênção divina têm dinheiro para pagar qualquer psicanalista do país. São mulheres que poderiam relaxar do stress da vida moderna viajando para um paraíso da Polinésia. Em vez disso, preferem submeter-se ao ritual pacificador do divã religioso. Os pedidos, em voz alta, deixariam escandalizados os representantes da Teologia da Libertação, pelo materialismo que evocam. "Um dia, estava com minha nora grávida, no farol, e surgiram dois ladrões. Rezei para o Espírito Santo e não levaram nem o meu Breitling (relógio avaliado em até 30.000 dólares)", conta a carismática Cristina Simonsen. Carmem Mayrink Veiga é outro exemplo do que as missas da Renovação têm provocado na elite católica. A socialite carioca, que se diz "simpatizante" do movimento, consultou os melhores médicos para descobrir a causa de uma doença na perna. "Depois de distribuir um milheiro de santinhos, consegui levantar-me de meu leito. Foi aí que vi que não basta ter dinheiro, é preciso fé", diz.Missa na butique — A estrutura do movimento carismático tem por base os grupos de oração. Sessenta mil em todo o Brasil, eles nasceram em São Paulo e rapidamente se espalharam para o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1984, já estavam presentes na maioria dos Estados, principalmente os do Nordeste. São formados em sua maioria por mulheres que se reúnem nos salões das igrejas para rezar o terço e ler a Bíblia, sob a orientação de um pároco não necessariamente presente. Nos bairros ricos do país, a rotina é um pouco diferente: cada grupo tem seu padre preferido — e a maior parte dos religiosos aceita de bom grado fazer o que hoje já se tornou uma coqueluche na agenda da elite: as reuniões e missas privées, celebradas nas mansões das carismáticas ou mesmo em suas butiques.A recém-convertida empresária Gisela Savioli costuma organizar missas no interior da Gioli/Escada, representação da griffe alemã de prêt-à-porter de luxo. Instalada em um prédio pós-moderno em São Paulo, a butique sofre periodicamente uma metamorfose: a sala onde se reúnem as mais abonadas consumidoras da cidade se transforma em igreja. As prateleiras que abrigam tailleurs de até 1.700 reais viram altar. Os cerca de 100 participantes da missa são informados do evento por meio de convites impressos em papel apergaminhado, com a recomendação RSVP (répondez s'il vous plaît). Nas celebrações, os convidados pedem curas e agradecem graças muitas vezes assumidamente práticas, como a que diz ter recebido a empresária e carismática de Curitiba Angela Guerra, mulher do ex-ministro e atual prefeito de Pato Branco (PR), Alceni Guerra: "Estava num vôo turbulento e meu filho não conseguia dormir. Rezei com as mãos sobre a cabeça dele e ele só acordou quando o avião aterrissou".
A fé que cura (IstoÉ - Gente)
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A fé que cura (IstoÉ - Gente)

Savioli: a fé propicia menores níveis de ansiedade
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A oração tem sido um método eficaz na cura das doenças desde o início dos tempos, a despeito do mundo científico nunca tê-la reconhecido como tal, principalmente nos dois últimos séculos, quando a ciência e a fé estiveram distanciadas. As ordens religiosas foram as primeiras formadoras de profissionais de saúde. O religioso e o médico eram a mesma pessoa até o início do Renascimento e da Reforma Protestante. Com as descobertas no campo da química, física e biologia, iniciou-se a separação entre a fé e a ciência, que se tornou contundente nos séculos XIX e XX.Milhares de curas foram proclamadas, algumas verídicas e reconhecidas, como os milagres de Lourdes e de Fátima. A comunidade médica mundial não poderia ficar à parte. Como explicar as curas? Seriam fraudes ou coincidências? Impossível responder e também ficar alheio a tudo isso. Assim surgiu o interesse médico pelo tema. Reuniões começaram a ocorrer, de início pontuais e menores, mas depois organizadas em mesas redondas e congressos. O mundo científico começou a perceber, a partir de 1990, a importância da fé na evolução das doenças.Escolas médicas americanas começaram a se interessar, como a Harvard Medical School e a Duke University. Chegaram até a nos surpreender, artigos abordando o assunto em revistas como Lancet, American Heart Journal, British Medical Journal, JAAC. Demonstravam que o envolvimento religioso estaria associado a maior longevidade e menor probabilidade de morte, menor incidência de depressão, hipertensão e doenças cardiovasculares.Mas como aplicar esses conhecimentos na prática clínica diária, sem interferir em princípios éticos, no livre arbítrio dos pacientes; sem invadir-lhes a privacidade? Embora haja críticas, discutir temas relacionados à espiritualidade dos pacientes exerce papel importante na cura, tornando a relação médico-paciente mais intensa, aumentando a aderência ao tratamento e obtendo-se melhores resultados terapêuticos. Esse tipo de procedimento, no entanto, deve ser feito com cautela e sabedoria, tomando sempre cuidado em não transformar o consultório médico em púlpito religioso.Nos momentos de sofrimento em que se questiona por que as doenças nos atingem, ouço perguntas que nem sempre consigo responder: “Por que comigo, doutor?” Somente teremos respostas se conseguirmos olhar a doença com os “olhos da fé”. Entender não o “porquê” , mas sim o “para que” do sofrimento. No meu consultório de car-diologista clínico, sempre vejo a grande diferença do comportamento do paciente não religioso e o do religioso frente à doença. A fé propicia menores níveis de ansiedade, de depressão, maior aceitação da doença. O fato de o paciente “entregar a Deus o seu sofrimento” possibilita o aparecimento de mecanismos anti-stress intensos para o tratamento dos pacientes, que, em certos casos, mesmo sabendo da probabilidade de insucesso terapêutico, conseguem manter qualidade de vida nos dias que antecedem a sua morte.Roque Marcos Saviolié doutor em cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, diretor da Unidade de SaúdeSuplementar do INCOR, membro da Association Medical Internationale de Lourdes – França,autor de vários livros como Fronteiras da Ciência e da Fé (Editora Global) Por que rezar faz bem à saúde?» No momento da oração, ocorre um aumento do fluxo sanguíneo em áreas cerebrais, aumentando a capacidade do nosso sistema imune, reduzindo ou até erradicando um grande número de doenças» A pessoa ligada a movimentos religiosos tem menos risco de doenças, principalmente as cardiovasculares. Elas recebem de seus líderes religiosos orientações sobre os perigos do tabagismo,da obesidade, dos perigos do sexo extraconjugal, das doenças sexualmente transmissíveis» O envolvimento religioso fornece bem-estar, dando mais satisfação, esperança
Saúde e Fé : Tema polêmico
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Camilo Munaro, capelão da Santa Casa de SP, percebe que, quem tem fé, espiritualidade, reage diferente às doenças, analisam tudo com mais tranqüilidade. "A ciência está até provando aos pouquinhos que, quem tem fé, tem mais condições de superar as coisas", completa. O cardiologista Roque Marcos Savioli, trabalha em outro grande hospital de São Paulo e acredita que a fé, independentemente da crença religiosa, tem um papel importante na recuperação do doente. "A doença não é só física. Tem uma dimensão psíquica e uma dimensão espiritual. Então, a cura tem que ser global, total", destaca. Savioli já escreveu três livros sobre a ligação entre fé e cura. Ele conta que, nos Estados Unidos, o estudo da espiritualidade já é uma matéria do curso de medicina. Cita também pesquisas que indicam que, quem tem fé, não só tem mais chance de cura como também mais expectativa de vida. "Existem mais de cinco mil estudos na literatura médica comprovando que a evolução da doença pode ser modificada pela fé. Algumas áreas do cérebro são ativadas no momento da oração. Essas áreas estão conectadas a centros da imunidade", salienta o médico. Quando se fala em fé e cura, logo lembramos do espiritismo, doutrina baseada na crença da sobrevivência da alma e da existência de comunicação, por meio da mediunidade, entre vivos e mortos. E as pessoas que crêem no espiritismo (no Brasil, são 4 milhões; é o segundo maior país espírita do mundo) encontrassem suporte para o desenvolvimento da fé. É como se essa "comunicação" com um universo desconhecido fosse algo mais palpável do que o que oferece as outras religiões. Para falar da força da fé nos processos de cura, Ana Maria conversou no estúdio com o médium Celso Almeida Afonso, de Uberaba (MG). Ele é seguidor de Chico Xavier. Já psicografou mais de 15 mil cartas em diversos idiomas em 23 anos de trabalho.A novela América também vai mostrar essa experiência. Pelo menos, é isso que promete a autora Glória Perez, que participou da conversa por telefone. Para ela, esse assunto intriga (até por que a autora já saiu do próprio corpo e se assustou com isso). Existe uma coincidência nos relatos de experiência de quase-morte. Glória disse que parece o reverso do nascimento.Outra convidada foi a pedagoga aposentada Lucy Lutfi, que já viveu duas experiências de quase-morte. A partir delas, sua vida mudou completamente.A conscientologista Malu Balona pesquisa esse fenômeno de quase-morte há 10 anos. Ela é integrante do Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia, que estuda fenômenos de clarividência, de experiência fora do corpo e parapsiquismo. Não tem relação com religião. As pesquisas sobre a quase-morte começaram na década 1970, com o americano Raymond Moody. Não há uma seqüência padrão, mas muitos relatam entrar em um túnel de luz; encontrar parentes falecidos, conhecidos ou não; se ver em frente a uma barreira, que pode ser um rio, uma porta; ter uma sensação de paz, serenidade, bem estar; encontrar um ser de luz, que varia de acordo com a crença de cada um. Malu diz ainda que, depois de passar por uma experiência de quase-morte, a maioria das pessoas se torna mais altruísta, tem maior senso ético e respeito pelo outro ser humano. Malu Balona é autora dos livros "Autocura através da reconciliação" e "Síndrome do estrangeiro".
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Matéria sobre fé e saúde
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Relação entre Saúde e Fé
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Milagres que a medicina não contou
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